{"id":21141,"date":"2026-02-09T12:32:32","date_gmt":"2026-02-09T12:32:32","guid":{"rendered":"https:\/\/bracaravinum.pt\/?post_type=product&#038;p=21141"},"modified":"2026-02-09T12:36:08","modified_gmt":"2026-02-09T12:36:08","slug":"quinta-da-romaneira-dona-clara-branco-2024-75cl","status":"publish","type":"product","link":"https:\/\/bracaravinum.pt\/fr\/produit\/quinta-da-romaneira-dona-clara-branco-2024-75cl\/","title":{"rendered":"Quinta da Romaneira Dona Clara Branco 2024 75cl"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-15052 aligncenter\" src=\"http:\/\/bracaravinum.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/romaneira-logo.png\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"174\" \/><\/p>\n<p>S\u00c9CULOS XVIII &amp; XIX<br \/>\nEm 1757, por altura das demarca\u00e7\u00f5es pombalinas, j\u00e1 existiam parcelas de vinhas bem como algumas das Quintas que viriam a tornar-se parte da Romaneira. Assim, 1757 trata-se apenas do ano do registo oficial da Quinta (feito aquando das tais demarca\u00e7\u00f5es decididas pelo Marqu\u00eas de Pombal), uma vez que as vinhas j\u00e1 teriam sido plantadas algumas d\u00e9cadas antes.<br \/>\nO padre Vila\u00e7a Bacelar herdou em 1844 as terras da Romaneira e n\u00e3o passou despercebido a Joseph James Forrester quando este criou a sua gravura da Rua Nova dos Ingleses (hoje, Rua Infante D. Henrique). O padre est\u00e1 entre as poucas figuras portuguesas residentes no Porto a ser retratado, acompanhado obviamente de in\u00fameros ingleses. Curiosamente, a Romaneira tem, desde 2011, o seu escrit\u00f3rio comercial nessa mesma rua da cidade do Porto.<br \/>\nA Romaneira tamb\u00e9m aparece no famoso Mapa do Bar\u00e3o de Forrester, de 1843, com o nome de \u201cQuinta dos Reis\u201d. A abund\u00e2ncia de Rosmaninho ter\u00e1, mais tarde, dado o nome actual \u00e0 propriedade.<\/p>\n<p>Ainda no S\u00e9culo XIX, a Joaquim de Souza Guimar\u00e3es (cujas iniciais est\u00e3o presentes no topo do port\u00e3o de uma das casas da Quinta, com a data de 1854) coube a gl\u00f3ria de ter produzido os vinhos do Porto de 1861 e 1863, que a famosa casa de leil\u00f5es Inglesa \u201cChristie\u2019s\u201d licitou em 1872. Foi uma clara indica\u00e7\u00e3o de prest\u00edgio da marca, considerando ter sido o primeiro Porto \u201cSingle Quinta\u201d a ser l\u00e1 leiloado.<br \/>\nS\u00e3o feitas v\u00e1rias men\u00e7\u00f5es \u00e0 propriedade em obras de grandes autores do s\u00e9culo XIX, como Henry Vizetelly, que se dedicava ao estudo do Vinho do Porto. O Visconde de Vila Maior classifica ainda o vinho da Romaneira como &#8220;um dos melhores do Douro, not\u00e1vel pela sua suavidade, corpo e aroma&#8221;. O mesmo Visconde presumiu que a casta \u201cTempranillo\u201d foi originalmente importada de Espanha e introduzida pela primeira vez no Douro na Romaneira, sendo mais tarde apelidada na regi\u00e3o de \u201cTinta Roriz\u201d.<\/p>\n<p>S\u00c9CULO XX<br \/>\nEm 1942, Arnaldo Dias Monteiro de Barrros compraria a Romaneira,\u00a0nela integrando v\u00e1rias Quintas vizinhas que entretanto adquiriu, o que tornou a Romaneira uma propriedade gigantesca (para os padr\u00f5es do Douro).<\/p>\n<p>S\u00c9CULO XXI<br \/>\nJ\u00e1 em 2004, Christian Seely (respons\u00e1vel, desde 1993, pelo renascimento de outra distinta propriedade do Douro, a Quinta do Noval) transforma o seu sonho em realidade, reunindo um grupo de investidores (maioritariamente franceses) para viabilizar a aquisi\u00e7\u00e3o da Romaneira, uma propriedade com 412 hectares e mais de 3 Quil\u00f3metros de frente de rio.<a name=\"_Hlk480082601\"><\/a><br \/>\nEm finais de 2012, a Romaneira passaria a ter como s\u00f3cio Andr\u00e9 Esteves, empres\u00e1rio Brasileiro, tamb\u00e9m apaixonado pela regi\u00e3o do Douro. Com os dois s\u00f3cios compartilhando o mesmo sonho, a Quinta vai-se consolidando no grupo de elite do Douro. A Quinta da Romaneira encontra-se hoje, ap\u00f3s mais de 260 anos de exist\u00eancia, no seu melhor momento. Muitas das parcelas de vinha continuam a ostentar o nome das antigas Quintas pr\u00e9-filox\u00e9ricas que deram origem \u00e0 propriedade na sua extens\u00e3o atual: Liceiras, Carrapata, Malhadal, Barca, Bairral e Pulga \u2013 a maior parte delas classificadas nas demarca\u00e7\u00f5es pombalinas de 1757 como produtoras de \u201cVinho de Feitoria\u201d (a qualidade mais elevada naquela \u00e9poca \u2013 com capacidade de exporta\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da Feitoria Inglesa do Porto).<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dona Clara Branco 2024 \u00e9 um vinho que nasce do Douro com toda a eleg\u00e2ncia e frescura que s\u00f3 um ano vit\u00edcola excecional poderia proporcionar. A vindima iniciou-se a 22 de agosto, com dias amenos e noites frescas que permitiram uma matura\u00e7\u00e3o lenta e equilibrada, preservando a acidez natural e real\u00e7ando aromas vibrantes. As vinhas velhas tiveram um desempenho not\u00e1vel, dando origem a um branco complexo, com enorme potencial de guarda.<\/p>\n<p>A vinifica\u00e7\u00e3o \u00e9 feita de forma tradicional e cuidadosa: colheita manual ao nascer do dia, prensagem suave e fermenta\u00e7\u00e3o repartida entre inox (70%) e barricas usadas de carvalho franc\u00eas (30%). O est\u00e1gio de 6 meses, com b\u00e2ttonage sobre borras finas, confere textura cremosa e estrutura, mantendo sempre a frescura da fruta e a mineralidade.<\/p>\n<p>Na prova, revela cor amarelo-palha com reflexos esverdeados. O nariz \u00e9 expressivo e delicado, com notas de flores brancas, p\u00eara, ma\u00e7\u00e3 verde e citrinos, em harmonia com uma nuance mineral e um subtil toque de madeira. Em boca \u00e9 elegante, cremoso e equilibrado por uma acidez viva, com final longo, salino e persistente.<\/p>\n<p>Um branco vers\u00e1til e sofisticado, perfeito para acompanhar mariscos, peixes grelhados, pratos leves de cozinha asi\u00e1tica ou para ser apreciado a solo, num final de tarde descontra\u00eddo.<\/p>","protected":false},"featured_media":21142,"template":"","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"iawp_total_views":2},"product_brand":[],"product_cat":[157,185,188],"product_tag":[],"class_list":{"0":"post-21141","1":"product","2":"type-product","3":"status-publish","4":"has-post-thumbnail","6":"product_cat-vinhos","7":"product_cat-branco","8":"product_cat-douro-branco","10":"first","11":"instock","12":"shipping-taxable","13":"purchasable","14":"product-type-simple"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bracaravinum.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/product\/21141","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bracaravinum.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/product"}],"about":[{"href":"https:\/\/bracaravinum.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/types\/product"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bracaravinum.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21142"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bracaravinum.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21141"}],"wp:term":[{"taxonomy":"product_brand","embeddable":true,"href":"https:\/\/bracaravinum.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/product_brand?post=21141"},{"taxonomy":"product_cat","embeddable":true,"href":"https:\/\/bracaravinum.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/product_cat?post=21141"},{"taxonomy":"product_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bracaravinum.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/product_tag?post=21141"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}